A língua portuguesa deriva do latim, língua falada na região onde ficava a Roma antiga, designada por Lácio, e que, na sua expansão, os Romanos trouxeram para outras regiões, onde, em conjunto com factores locais, evoluiu originando as línguas românicas. O latim clássico, consagrado pelas classes cultas e pela literatura, tornou-se, com o tempo, distante da expressão falada, que aglutinava influências de ordem vária nos diversos territórios do Império Romano, assim como variedades sócio-culturais, a cujo conjunto chamou latim vulgar, que deu origem às línguas românicas e nomeadamente ao português.
Gradualmente, a comunicação linguística
foi-se alterando, e, em vez de se falar de facto latim, as
modificações da expressão impuseram a consciência de que se
tinha passado de facto a falar à "maneira românica", isto é,
romanice ou romance (falar
vulgar e misto, também designado romanço).
Nos escritos administrativos e notariais impôs-se um
conjunto de fórmulas que identificamos como latim
bárbaro. A base latina recolhe também, na
constituição da nossa língua, elementos celtas, gregos e
hebreus, aos quais se juntaram, mais tarde, os germânicos e
os árabes. Rodrigues Lapa, em 1945, estudou, na sua Estilística da Língua Portuguesa, algumas potencialidades expressivas do português na comunicação e na literatura. |





