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Casa-Museu Dr.
Anastácio Gonçalves
A Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves está
instalada na antiga residência e atelier do
pintor José Malhoa, projecto do arquitecto Norte
Júnior, distinguido com o Prémio Valmor em 1905.
O acervo da Casa-Museu é constituído
fundamentalmente pela colecção do Dr. Anastácio
Gonçalves, compreendendo cerca de 2000 obras de
arte, distribuídas por três grandes núcleos:
porcelana chinesa do século XII ao século XIX,
pintura portuguesa do século XIX, com destaque
para o Naturalismo, e mobiliário português e
estrangeiro dos séculos XVII a XIX. Possui ainda
importantes secções de ourivesaria dos séculos
XVI a XX, pintura estrangeira, cerâmica europeia,
vidro, tapeçaria e tapetes, moedas, medalhas e
bronzes. As colecções integram ainda pintura
portuguesa contemporânea e o espólio do pintor
Silva Porto.
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Museu da
Guarda
O Museu da Guarda está instalado no edifício
seiscentista do antigo Seminário Episcopal. Em
1940, o museu surge associado às Comemorações
Centenárias da Formação de Portugal e ao
empenhamento de um grupo de Mecenas constituído
por Alfredo Filipe, Ernesto Pereira, Alberto
Dinis da Fonseca, Major Luciano Cardoso, Eduarda
Lapa e Teodósio Ferreira. O acervo do Museu da
Guarda integra colecções de arqueologia,
numismática romana, escultura sacra dos séculos
XIII-XVIII, pintura sacra dos séculos XVI-XVIII,
armaria dos séculos XVII-XIX, cerâmica,
etnografia regional, pintura e desenhos de
finais do século XIX e primeira metade do século
XX.
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Museu da Música
O Museu da Música, inaugurado em 1994, está
instalado em dois pisos de um amplo espaço
adaptado para o efeito, na ala poente da estação
de Metropolitano Alto dos Moinhos. O projecto de
criação do museu remonta a 1911, tendo na sua
origem, a recolha de instrumentos musicais feita
pelo musicólogo Michel'angelo Lambertini. Possui
uma das mais ricas colecções da Europa,
constituída por cerca de mil instrumentos e
acessórios, a maioria de origem europeia, dos
séculos XVI a XX e um conjunto de instrumentos
afro-asiáticos. Conta também com importantes
espólios iconográfico, bibliográfico e
fonográfico.
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Museu da
Terra de Miranda
Situado no centro histórico da cidade de Miranda
do Douro, o Museu da Terra de Miranda está
instalado no edifício seiscentista da antiga
Câmara Municipal.
O espólio do Museu da Terra de Miranda - região
bem definida desde meados do século XII -
representa a região na multiplicidade dos seus
aspectos geográficos, geológicos, históricos e
sócio-económicos, organizada segundo dois eixos
fundamentais: a população e o território. A
exposição permanente apresenta colecções de
trajes mirandeses e instrumentos usados na sua
produção, alfaias agrícolas e máscaras.
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Museu de
Alberto Sampaio
O Museu de Alberto Sampaio foi criado para
albergar o espólio artístico da extinta
Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira e de
outras igrejas e conventos de Guimarães. Situa-se
em pleno centro histórico património da
humanidade, no local onde a condessa Mumadona,
no século X, mandou construir um mosteiro. O
acervo do museu é predominantemente de arte
sacra, tendo importantes colecções de
ourivesaria (séc. XII a XIX), escultura (séc.
XIII a XVIII), pintura (séc. XVII-XVII),
azulejaria (séc. XVI a XVIII), cerâmica (séc.
XVII a XIX) e têxtil (séc. XV-XVIII). O loudel
de D. João I e o tríptico de prata dourada
oferecido por este rei à Colegiada de Nossa
Senhora da Oliveira (séc. XIV) são as peças mais
emblemáticas do acervo do museu.
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Museu de
Arte Popular
A inauguração do Museu de Arte Popular data de
1948. O seu acervo é essencialmente deste século,
baseando-se na recolha de peças para a Exposição
de Arte Popular Portuguesa que em 1935 foi
apresentada
em Genebra. O
edifício
original do museu foi concebido pelo arquitecto
Veloso Reis para a Exposição do Mundo Português,
realizada em 1940, e foi inteiramente remodelado
pelo arquitecto Jorge Segurado para adaptação ao
projecto museológico. O espaço organiza-se de
acordo com uma divisão do país em províncias
administrativas, e a própria apresentação das
colecções está nitidamente marcada pelas
concepções e pela estética do Estado Novo.
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Museu de
Aveiro
Fundado em 1911, o Museu de Aveiro ocupa o
edifício do antigo Convento de Jesus,
conservando intactos alguns espaços da anterior
vivência conventual que integram o circuito de
visita do museu.
O acervo do museu, com origem nos espólios do
Convento de Jesus e de outras casas religiosas
da cidade e do país extintas com a legislação
liberal, abrange colecções de pintura, escultura,
paramentaria, azulejo, ourivesaria, mobiliário,
cerâmica com particular incidência no período
barroco. Possui ainda um fundo documental dos
séculos XV ao XIX.
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Museu de
Cerâmica
Criado oficialmente em 1983, o Museu de Cerâmica
encontra-se instalado na Quinta Visconde de
Sacavém, conjunto arquitectónico construído na
década de 1890 pelo 2º Visconde de Sacavém,
formado por um Palacete romântico revivalista,
rodeado de jardins de traçado romântico, com
lagos, floreiras e alamedas. O conjunto
apresenta profusa decoração com elementos
arquitectónicos cerâmicos, nomeadamente azulejos
do século XVI ao XX.
As colecções são constituídas por uma síntese
representativa de vários centros cerâmicos do
país e do estrangeiro, bem como por uma mostra
da produção cerâmica de Caldas da Rainha, do
século XVI aos nossos dias, desde as formas da
considerada cerâmica arcaica, até à produção
artística de autor do século XIX, destacando-se
um importante núcleo da autoria de Rafael
Bordalo Pinheiro. Salientam-se núcleos de olaria,
miniatura, cerâmica contemporânea de autor e
azulejaria.
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Museu de
Etnologia do Porto
O Museu de Etnologia do Porto foi criado em
1945, sob a designação de "Museu de Etnografia e
História do Douro Litoral". Desde a sua fundação,
o museu encontra-se instalado no Palácio de S.
João Novo, datado do séc. XVIII, que estudos
recentes apontam tratar-se de um projecto de
arquitectura da autoria de António Pereira. O
Palácio de S. João Novo sofreu uma degradação
acentuada desde 1970, com reflexos
particularmente negativos nas condições de
conservação das colecções etnográficas. Em 1989,
o museu transitou para a tutela do IPPC e, em
1991, para o IPM, vindo a ser encerrado ao
público em 1992 dado o avançado estado de ruína
do imóvel. Desde então, o IPM tem vindo a
diligenciar pela salvaguarda do espólio do museu,
traduzida, numa primeira fase, pelo depósito das
suas colecções em diversos museus, com vista à
sua protecção. Numa segunda fase foram
efectuadas, com a colaboração da DGEMN, obras
nas coberturas e na fachada do Palácio. Numa
terceira fase, o IPM procederá à resolução da
actual situação do Museu, o que ocorrerá
posteriormente ao processo de sistematização do
seu inventário.
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Museu de
Évora
O Museu de Évora está
instalado no antigo Paço Arquiepiscopal,
edifício quinhentista, posteriormente remodelado.
O acervo do museu é constituído fundamentalmente
pela colecção do arcebispo D. Frei Manuel do
Cenáculo - pintura, peças arqueológicas e
numismática - pelos espólios das igrejas e
extintos conventos eborenses e de estações
arqueológicas da região. Integra ainda a
colecção epigráfica de André de Resende e
algumas doações recentes, entre as quais o
legado Barahona.
As treze pinturas do antigo retábulo flamengo da
Sé de Évora, a recente aquisição de uma pintura
de Álvaro Pires, a colecção de pintura sacra
quinhentista e de retratos dos séculos XVII e
XVIII, um belíssimo tríptico de Limoges e
escultura romana e renascentista constituem o
espólio mais relevante do Museu.
Museu encerrado ao público por motivo de obras
de remodelação.
Núcleo provisório do Museu instalado na Igreja
do Convento de Santa Clara
Rua de Serpa Pinto, 7000-537 Évora
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Museu de
Francisco Tavares Proença Júnior
O Museu de Francisco Tavares Proença Júnior,
fundado em 1910, ocupa o antigo Paço Episcopal
de Castelo Branco, edifício que passou por
sucessivas adaptações funcionais até à
instalação do museu, em 1971. O núcleo original
do museu tem por base a colecção arqueológica de
Francisco Tavares Proença Júnior, posteriormente
enriquecido com peças de arte antiga
provenientes do recheio do Paço Episcopal e com
incorporações sucessivas de espólios
arqueológicos, paramentaria e colchas bordadas,
estas últimas provenientes da colecção Vilhena.
Actualmente, o museu propõe, no seu circuito
permanente, três núcleos principais: Memórias do
Bispado, onde sobressai a pintura e tapeçarias
do século XVI; Tecnologias têxteis tradicionais,
que regista o processo de produção e
transformação artesanal do linho; Tecidos
bordados, onde se mostram as colchas antigas de
Castelo Branco, integradas no mundo mais vasto
dos bordados - paramentaria, traje e colchas -
de produção portuguesa ou origem oriental. O
percurso pode ainda ser complementado com a
visita à Oficina Escola de Bordados Regionais.
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Museu de
José Malhoa
O Museu de José Malhoa está instalado em
edifício construído em 1940 e ampliado em 1950 e
1957. Trata-se do primeiro museu construído de
raiz em Portugal, projectado pelos arquitectos
Paulino Montês (1897-1962) e Eugénio Correia
(1897-1985), documentando as concepções
museológicas daquele período e a arquitectura
modernista nacional. O Museu reúne colecções de
pintura, escultura, medalhística, desenho e
cerâmica dos séculos XIX e XX, centradas no
Academismo, Naturalismo, e Tardo-Naturalismo.
Destacam-se os núcleos de pintura de José Malhoa,
de cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro e de
estatuária de Francisco Franco e Leopoldo de
Almeida.
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Museu de
Lamego
O Museu de Lamego ocupa o edifício do antigo
Paço Episcopal, do qual herdou uma parte
considerável do recheio, que integra o seu
acervo original. Trata-se de um museu
predominantemente de arte antiga e sacra, que
expõe em regime de permanência colecções de
viaturas de aparato, arqueologia romana,
medieval e barroca, cerâmica e azulejaria,
paramentaria, talha dourada, mobiliário,
ourivesaria, escultura, pintura e tapeçaria.
Merecem especial referência as cinco tábuas
quinhentistas de Vasco Fernandes (Grão Vasco),
que faziam parte do retábulo da Sé de Lamego e o
conjunto de tapeçarias flamengas, de fabrico de
Bruxelas, do século XVI.
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Museu do
Abade de Baçal
Fundado em 1915, o Museu do Abade de Baçal
encontra-se instalado no edifício do antigo Paço
Episcopal de Bragança, objecto de sucessivas
remodelações, a última, ainda em curso, com
projecto da autoria dos arquitectos António
Portugal e Manuel Maria Reis. O acervo do museu
integra na sua origem as colecções de
arqueologia e numismática do Museu Municipal e
peças do recheio do Paço Episcopal. A este fundo
inicial foram-se somando dádivas de amigos e
artistas, entre os quais se contam na década de
30, as de Abel Salazar e da família Sá Vargas,
nos anos 50, o legado Guerra Junqueiro e no
início de 60, o de Trindade Coelho, que
enriqueceram o museu com colecções de pintura,
desenho, escultura, ourivesaria civil e
mobiliário. Em 2001 foi adquirida uma importante
colecção de máscaras recolhidas no terreno, a
partir de uma investigação levada acabo por
Benjamim Pereira.
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Museu do
Chiado - Museu Nac. de Arte Contemporânea
Situado no centro histórico de Lisboa, o Museu
do Chiado, fundado em 1911, foi inteiramente
reconstruído em 1994, sob projecto do arquitecto
Jean-Michel Willmotte. A colecção de arte
portuguesa, de 1850 à actualidade, constitui a
mais importante colecção nacional de arte
contemporânea. O programa de exposições
temporárias, de particular relevância, ocupando
totalmente o espaço de exposição, articula-se em
três grandes linhas: incide sobre núcleos de
obras, artistas e movimentos representados na
colecção, propondo revisões e novas pistas de
investigação sobre as matérias tratadas; traz a
Portugal exposições internacionais que se cruzam
com as colecções do museu; sob o título
interferências, apresenta obras de artistas
internacionais, especificamente produzidas para
este museu.
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Museu
dos Biscaínhos
O Museu dos Biscaínhos encontra-se instalado num
notável conjunto patrimonial formado pelo
Palácio do mesmo nome, fundado no século XVII e
ampliado e enriquecido no século XVIII, sendo
complementado por um magnífico Jardim Histórico,
com zona de pomar e horta. Como componente
programática, o museu ilustra a vivência da
sociedade nobre portuguesa, no contexto de uma
Casa Senhorial dos séculos XVII e XVIII.
O espólio do museu, maioritariamente constituído
por doações de particulares, enquadra colecções
de artes decorativas e núcleos de pintura e
escultura. O acervo museológico articulado com a
estrutura e riqueza ornamental do conjunto,
permite definir os conteúdos mais marcantes dos
hábitos domésticos e sociais da época.
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Museu
Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim Manso
O Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim
Manso, também conhecido por Museu da Nazaré,
está instalado na antiga casa de veraneio do Dr.
Joaquim Manso, escritor e jornalista fundador do
Diário de Lisboa. O acervo do museu, muito
heterogéneo, é constituído por colecções de
etnografia, arqueologia, numismática, escultura,
pintura, fotografia, gravura e cerâmica,
documentando a história e identidade cultural da
região da Nazaré. Tem-se vindo a acentuar a
vocação do museu no domínio da etnografia
marítima, através da reorganização do espaço de
exposição de embarcações tradicionais da Nazaré.
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Museu
Grão Vasco
No centro histórico de Viseu, o edifício
contíguo à Catedral acolhe as valiosas colecções
e serviços do Museu Grão Vasco. À semelhança do
que sucedeu com outros museus portugueses, a sua
fundação, que ocorreu precisamente a 16 de Março
de 1916, surge no contexto histórico das
reformas republicanas, designadamente no âmbito
da transferência dos bens da Igreja para a
tutela do Estado. Como se especifica no decreto
que o instituiu, a sua finalidade primeira seria
a de preservar e valorizar “os valiosos quadros
existentes na Sé de Viseu [as obras do Grão
Vasco], o tesouro do cabido da Sé, além doutros
objectos de valor artístico ou histórico”.
Instalado nas dependências anexas da Catedral,
viria a ganhar autonomia apenas em 1938, quando
as pinturas do mais famoso pintor português
foram transferidas para o edifício actual,
designado por Paço dos Três Escalões.
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Museu Monográfico
de Conímbriga
Inaugurado em 1962 para proteger, estudar e
expor as ruínas e os achados arqueológicos de
Conímbriga, o Museu possui colecções
diversificadas que ilustram a evolução histórica
do lugar, entre finais do segundo milénio antes
de Cristo e o séc. VII da era cristã. A
exposição permanente apresenta os objectos de
uso quotidiano dispostos por temas, evoca o
forum monumental, a riqueza das domus, a
religião e crenças da população romanizada e a
presença suevo-visigótica. Os mosaicos
preservados in situ constituem uma colecção de
grande valor e significado patrimonial.
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Museu Nacional
de Arqueologia
Fundado em 1893, o Museu Nacional de Arqueologia
reúne as mais vastas colecções de arqueologia do
país, dos períodos pré e proto-histórico, romano,
árabe e medieval, agrupados em núcleos de
tipologias muito diversificadas: cerâmica e
materiais de pedra lascada ou polida, vidros,
peças metálicas, joalharia, numismática,
medalhística, escultura, epigrafia latina e
pré-latina, mosaicos, elementos arquitectónicos,
etc. Com carácter permanente podem ser vistas
duas exposições temáticas: a sala dos Tesouros
da Arqueologia Portuguesa e o núcleo de
Antiguidades Egípcias.
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Museu Nacional
de Arte Antiga
A origem do Museu Nacional de Arte Antiga
remonta à Exposição Retrospectiva de Arte
Ornamental Portuguesa e Espanhola que teve lugar
em 1882. O acervo do principal museu do país
radica fundamentalmente no vastíssimo espólio
artístico proveniente dos numerosos conventos
extintos pela lei liberal de 1834,
posteriormente enriquecido com aquisições e
generosas doações. Apresenta notáveis colecções
de pintura portuguesa e estrangeira dos séculos
XII a XIX, escultura e ourivesaria dos séculos
XII a XVIII, desenhos dos séculos XV a XVIII,
gravura europeia dos séculos XVI a XIX, cerâmica
portuguesa e estrangeira, tapeçaria, têxteis e
mobiliário com incidência no indo-português.
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Museu Nacional de
Etnologia
Criado em 1965, o Museu Nacional de Etnologia
acolhe, de acordo com o seu âmbito universalista,
colecções de variados países.
De entre elas destacam-se as que resultaram de
sucessivas campanhas de recolha efectuadas em
Portugal, contemplando a alfaia agrícola e
demais instrumentos de trabalho e séries de
objectos ligados à vida rural portuguesa.
Do seu vasto acervo destacam-se ainda as
colecções africanas, representativas de povos e
culturas de Angola, Moçambique, Cabo-Verde,
Guiné-Bissau, Mali, Costa do Marfim, Gana,
Nigéria e Camarões; e importantes colecções
representativas dos Índios da Amazónia,
Indonésia, Timor e Macau.
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Museu
Nacional de Machado de Castro
O Museu Nacional de Machado de Castro está
instalado no antigo Paço Episcopal, construído
sobre o criptopórtico que suportava parte do
fórum da cidade romana de Aeminium. Integra no
seu circuito diversos espaços arquitectónicos
notáveis, nomeadamente a os restos da igreja e
do claustro da colegiada de S. João de Almedina,
do séc. XII, que a igreja barroca do mesmo nome
viria a substituir, e o próprio criptopórtico,
datado do século I.
O acervo do museu é originalmente constituído
pelos bens de extintas casas religiosas da
região de Coimbra e pelo núcleo do Museu de
Antiguidades do Instituto de Coimbra,
posteriormente enriquecido por diversos legados
e doações, materiais provenientes de obras de
restauro realizadas na cidade e arredores e
espólio oriundo de diversas campanhas
arqueológicas no criptopórtico. O museu integra
colecções de escultura, do período romano ao
século XX, ourivesaria, dos séculos I ao XX,
pintura dos séculos XV ao XX, cerâmica dos
séculos XVI ao XX, têxteis dos séculos XVI ao
XIX,
Museu encerrado ao público até 2007 para obras
de renovação.
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Museu Nacional
de Soares dos Reis
Após profunda remodelação e ampliação, segundo
projecto dos arquitectos Fernando e Bernardo
Távora, o Museu reabriu em 24 Julho de 2001.
Primeiro museu do país, o Museu de Soares dos
Reis foi fundado em 1833 pelo rei D. Pedro IV.
Em 1940 passa a ocupar o Palácio dos Carrancas,
moradia particular dos finais do século XVIII,
mais tarde adquirida pela família real para sua
residência quando de visita ao norte do país.
A exposição permanente do Museu mostra a
significativa colecção de pintura e escultura
portuguesa dos séculos XIX e XX e, no 2º piso,
em salas reminiscentes da primitiva função do
palácio, expõem-se artes decorativas,
nomeadamente faiança, porcelana, vidros,
ourivesaria, joalharia, têxteis e mobiliário.
Nos jardins pode visitar-se a exposição de
lapidária com exemplares do século XVI ao XIX.
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Museu Nacional do
Azulejo
O Museu Nacional do Azulejo está instalado no
antigo convento da Madre de Deus, fundado em
1509 pela Rainha D. Leonor, viúva de D. João II
e irmã de D. ManueI l. O edifício possui
notáveis espaços arquitectónicos, integrados no
circuito de visita do museu. O fundo antigo da
colecção cobre um período entre os séculos XV e
início do XIX, tendo sido sucessivamente
enriquecido com novas espécies que permitem
estabelecer um percurso entre a azulejaria
arcaica da segunda metade do século XV e a
produção azulejar contemporânea.
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Museu Nacional
do Teatro
O Museu Nacional do Teatro, fundado em 1985,
está instalado no Palácio do Monteiro-Mor, um
edifício do século XVIII situado no Parque do
Monteiro-Mor. As colecções do museu contam com
cerca de 260.000 espécies, desde o século XVIII
até à actualidade. Englobam trajos e adereços de
cena, maquetes de cenários, figurinos, desenhos,
caricaturas, programas, cartazes, postais,
álbuns de recortes de jornal, manuscritos,
folhetos, coplas, discos, partituras, teatros de
papel dos séculos XVIII a XX, assim como um
arquivo com cerca de 25.000 fotografias. Entre
os núcleos mais importantes destacam-se aqueles
referentes a Eduardo Brasão e à Companhia Rosas
e Brasão (1880-1898); Amélia Rey Colaço e a
Companhia Rey Colaço Robles Monteiro
(1921-1974); Amália Rodrigues (1920-1999); Grupo
de Bailados Verde Gaio; empresa Vasco Morgado;
Henrique Santana (1922-1995); colecção António
de Magalhães (1917-1999) e actor Mário Viegas
(1948-1996). O Museu Nacional do Teatro tem
apresentado sempre exposições temporárias,
dedicadas quer a companhias teatrais, quer a
personalidades ligadas ao mundo do espectáculo,
quer ainda a aspectos menos conhecidos do
trabalho teatral em toda a sua grande
diversidade. Actualmente encontra-se em
preparação a montagem de uma estrutura
permanente, que permitirá uma maior rotação das
colecções existentes no Museu.
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Museu Nacional
do Traje
O Museu Nacional do Traje está instalado no
antigo palácio Angeja-Palmela e integrado no
parque do Monteiro-Mor, tradicional quinta de
recreio setecentista, de grande valor botânico e
paisagístico. A colecção inicial do Museu
Nacional do Traje veio do Museu Nacional dos
Coches e era constituída por cerca de 7000
trajes e acessórios que, em parte, pertenceram à
Casa Real. O traje civil feminino é dominante,
existindo, todavia, uma importante colecção de
traje de corte do século XVIII e Império e outra
de indumentária masculina e de criança, o que é
raro neste tipo de museus. O museu possui ainda
colecções de acessórios, secções de bragal e de
traje regional e um interessante núcleo de
bonecas, jogos e brinquedos. A tecnologia têxtil
é objecto de uma exposição permanente, através
da apresentação do algodão, do linho, da lã e
seda e das técnicas de fiação, tecelagem e
estampagem manual de tecidos. De dois em dois
anos, aproximadamente, renovam-se as exposições
que ocupam os vários espaços do palácio.
Regularmente realizam-se exposições de curta
duração, de trajes históricos e etnográficos e
de obras de artistas e designers contemporâneos.
Por motivos de obras Museu encontra-se encerrado
ao público
Funcionará no seu horário habitual a Loja,
Exposições Temporárias e o Parque do
Monteiro-Mor.
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Museu Nacional
dos Coches
O Museu Nacional dos Coches foi criado por
iniciativa da rainha D. Amélia de Orléans e
Bragança, mulher de D. Carlos I, e instalado no
edifício do Picadeiro Real do Palácio de Belém,
posteriormente adaptado. Reunindo uma colecção
única no mundo de viaturas de gala e de passeio
dos séculos XVII a XIX, na sua maioria
provenientes dos bens da coroa ou propriedade
particular da Casa Real portuguesa, o Museu
Nacional dos Coches permite ao visitante a
compreensão da evolução técnica e artística dos
meios de transporte de tracção animal utilizados
pelas cortes europeias até ao aparecimento do
automóvel. Para além dos arreios de tiro
pertencentes às viaturas, a colecção reúne ainda
um conjunto significativo de arreios de
cavalaria, bem como fardamentos de gala e de
serviço aos coches, um núcleo de armaria e
acessórios de cortejo setecentistas. Completam a
colecção os retratos a óleo dos monarcas da
dinastia de Bragança, antigos proprietários dos
carros expostos, e um importante conjunto de
documentos gráficos composto por desenhos,
gravuras e fotografias relacionados com as peças
ou com a história do museu.
Núcleo de Vila Viçosa
Aberto ao público no dia 19 de Maio de 1984,
este anexo do Museu Nacional dos Coches está
situado nas antigas cocheira e cavalariças do
Paço Ducal de Vila Viçosa e alberga um conjunto
de 73 viaturas dos séculos XVIII a XX.
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Museu
Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa
As colecções do Museu Regional de Arqueologia D.
Diogo de Sousa são fundamentalmente constituídas
pelo espólio resultante da investigação
arqueológica que tem vindo a ser realizada na
região Norte, em especial no concelho de Braga.
O seu acervo abrange um vasto período
cronológico e cultural, compreendido entre o
Paleolítico e a Idade Média.
O Museu não dispõe actualmente de espaços
expositivos abertos ao público mas coloca à
disposição de todos os interessados um serviço
de apoio didáctico vocacionado para a divulgação
do património arqueológico na região.
Esta
listagem é da autoria do
Instituto
Português de Museus (http://www.ipmuseus.pt/)
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