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O
Vinho do Porto
Vinho do Porto é um vinho licoroso,
produzido na Região
Demarcada do Douro, sob condições
peculiares derivadas de factores naturais e de factores
humanos. O processo de fabrico, baseado na tradição, inclui
a paragem da fermentação do mosto pela adição de aguardente
vínica (benefício ou aguardentação), a lotação de vinhos e o
envelhecimento.

O Vinho do Porto distingue-se dos vinhos
comuns pelas suas características particulares: uma enorme
diversidade de tipos em que surpreende uma riqueza e
intensidade de aroma incomparáveis, uma persistência muito
elevada quer de aroma quer de sabor, um teor alcoólico
elevado (geralmente compreendido entre os 19 e os 22% vol.),
numa vasta gama de doçuras e grande diversidade de cores.
Existe um conjunto de designações que possibilitam a
identificação dos diferentes tipos de Vinho do Porto.
A cor dos diferentes tipos de Vinho do
Porto pode variar entre o retinto e o alourado-claro, sendo
possíveis todas as tonalidades intermédias (tinto,
tinto-alourado, alourado e alourado-claro). Os Vinhos do
Porto Branco apresentam tonalidades diversas (branco pálido,
branco palha e branco dourado), intimamente relacionadas com
a tecnologia de produção. Quando envelhecidos em casco,
durante muito anos, os vinhos brancos adquirem, por oxidação
natural, uma tonalidade alourada-claro semelhante à dos
vinhos tintos muito velhos.
Em termos de doçura, o vinho do porto
pode ser muito doce, doce, meio-seco, ou extra seco. A
doçura do vinho constitui uma opção de fabrico, condicionada
pelo momento de interrupção da fermentação.
Os Vinhos do Porto podem ser divididos em
duas categorias consoante o tipo de envelhecimento.
São vinhos em que se procura suster a
evolução da sua cor tinta, mais ou menos intensa, e manter o
aroma frutado e vigor dos vinhos jovens. Neste tipo de
vinhos, por ordem crescente de qualidade, inserem-se as
categorias Ruby, Reserva, Late Bottled Vintage (LBV) e
Vintage. Os vinhos das melhores categorias, principalmente o
Vintage, e em menor grau o LBV, poderão ser guardados, pois
envelhecem bem em garrafa. São especialmente aconselhados os LBV e
os Vintage.
Obtido por lotação de vinhos de grau de
maturação variável, conduzida através do envelhecimento em
cascos ou tonéis. São vinhos em que a cor apresenta evolução,
devendo integrar-se nas sub-classes de cor tinto-alourado,
alourado ou alourado-claro. Os aromas lembram os frutos
secos e a madeira; quanto mais velho é o vinho mais estas
características se acentuam. As categorias existentes são:
Tawny, Tawny Reserva, Tawny com Indicação de Idade (10 anos,
20 anos, 30 anos e 40 anos) e Colheita. São vinhos de lotes
de vários anos, excepto os Colheita, que se assemelham a um
Tawny com Indicação de Idade com o mesmo tempo de
envelhecimento.
Quando são engarrafados estão prontos
para serem consumidos. Aconselham-se os vinhos das
categorias Tawny com Indicação de Idade e Colheita.
Branco
O Vinho do Porto branco apresenta-se
em vários estilos, nomeadamente associados a períodos de
envelhecimento mais ou menos prolongados e diferentes
graus de doçura, que resultam do modo como é conduzida a
sua elaboração. Aos vinhos tradicionais, juntaram-se os
vinhos de aroma floral e complexo com um teor alcoólico
mínimo de 16,5% (Vinho do Porto Branco Leve Seco)
capazes de responder à procura de vinhos menos ricos em
álcool.
Vinhos do Douro
Vinhos Tintos
São vinhos produzidos a partir de castas autóctones como a
Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz (Aragonez),
Tinta Barroca e Tinto Cão. A grande maioria dos vinhos
resulta de um lote de várias castas, com uma complexidade e
riqueza ímpares, que lhes imprimem um perfil característico
do Douro. Existem ainda bons exemplos de vinhos
monovarietais, produzidos apenas com uma casta,
principalmente das três primeiras.
Tintos para consumir jovens: A maioria apresenta uma cor
rubi e aromas de frutos vermelhos como framboesas e morangos,
que podem ser complementados por notas florais e de madeira.
Têm corpo médio e adstringência equilibrada. Os “Douro”
jovens serão apreciados em todo o seu esplendor se
consumidos nos primeiros anos após a vindima. Entre estes
vinhos encontram-se os tintos mais adequados para acompanhar
pizzas, massas, bacalhau ou pratos de carne pouco elaborados.
Devem ser servidos entre os 13º e os 15 ºC.
Tintos de guarda: Têm boa profundidade de cor e aromas
complexos e intensos. Quando novos, é comum surgirem notas
de frutos pretos, chocolate, balsâmicas, violeta e madeira,
sendo vinhos de grande estrutura e com taninos persistentes.
No seu apogeu, que pode levar quase uma década a atingir,
apresentam aromas delicados e subtis mas de grande
complexidade. Na boca o vinho amacia mas mantém-se
equilibrado. Uma parte significativa dos vinhos de guarda
produzidos no Douro apresenta no rótulo a designação Reserva
ou Grande Reserva.
Quando novos são a ligação ideal para pratos de carne
vermelha, como um bife de vaca ou carne assada com
condimentos fortes, associando-se assim a alguns pratos da
cozinha tradicional portuguesa como o cabrito assado ou a
posta de vitela.
Quando envelhecidos são recomendados para acompanhar pratos
de caça. Devem ser servidos entre os 16º e os 18 ºC.
Vinhos Brancos
No Douro existem grandes vinhos brancos para serem
descobertos.
Os vinhos secos são produzidos por lotação de várias castas
como a Malvasia Fina, o Viosinho, o Gouveio e o Rabigato.
Brancos para consumir jovens: De cor pálida, com
refrescantes aromas a fruta (citrinos e outros frutos de
árvore) e florais, na boca são equilibrados mostrando a sua
juventude. São um bom acompanhamento de pratos de peixe,
saladas, podendo ainda ser bebidos como aperitivos. Devem
ser consumidos a uma temperatura entre os 8º e os 10 ºC.
Brancos de guarda: Apresentam boa intensidade aromática e
boa complexidade e geralmente fermentam ou estagiam em
madeira, apresentando nesses casos uma cor dourada e aromas
tostados e de fruta tropical. No palato são cheios e
persistentes. Acompanham bem pratos de peixe gordo como o
salmão ou o bacalhau, podendo também ser servidos com frango
ou coelho acompanhados de molhos suaves. A maioria destes
vinhos ostenta a designação Reserva e Grande Reserva e devem
ser servidos a uma temperatura que ronde os 12 ºC. Poderá
guardá-los alguns anos até os consumir.
Vinhos Rosados
Acompanhando a tendência de consumo a nível mundial, a
região do Douro tem visto nascer um número cada vez maior de
vinhos rosados. Estes vinhos produzidos a partir de uma
maceração ligeira de uvas tintas, apresentam uma bela cor
rosada e exuberantes aromas jovens de framboesa, cereja e
rebuçado. Na boca, entusiasmam pela sua suavidade, doçura e
acidez.
São óptima companhia para um aperitivo no verão, assim como
se conjugam na perfeição com a gastronomia de fusão e a
oriental, como a japonesa (sushi), indiana ou do sudeste
asiático (tailandesa e vietnamita).
Devem ser consumidos enquanto jovens (1 a 2 anos) e servidos ligeiramente frescos,
entre 10º e 12º C.
Outros vinhos do Douro
Com menos expressão dos que os restantes vinhos, podemos
ainda encontrar, sobretudo nas cotas mais altas, produtos
com características particulares como o Moscatel do Douro, o
Espumante do Douro (VEQPRD) e vinho novo (vinho da última
vindima), bem como o Colheita Tardia, elaborado com uvas em
sobrematuração por acção da podridão nobre.
Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto:
http://www.ivp.pt/index.asp
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